Sobre o amor.

Aprendí em dois dias o que demorei 16 anos a aprender. Você realmente sente falta depois que as coisas que você ama estão longe... só pelo fato de não poder sentir perto, você já sente falta, não chega nem ser pelo fato de esquecer ou perder.

Acho, sinceramente, que as pessoas complicam demais as coisas, tornam tudo uma questão complexa que é necessitada estudo... nisso, muitas pessoas tem medo de enfrentar esse tipo de questões, como o amor.
Pensam em amor, já pensam em algo forte.Com isso, muitos que se dizem "fortes" dizem que não amam, que amor é algo de pessoas fracas que não sabem controlar sentimentos. Amor é realmente um sentimento forte, mas não impossível de se sentir. O que há de complexo no amor se não a complexidade que as pessoas depositam nessa palavra? Amar é simplesmente amar, você não precisa ser PhD em Física quantica pra saber o que é amar, a afeição vem das coisas mais simples. Você pode simplesmente amar o vento do outono, as flores da primavera, ou o Sol do verão, é simples assim. Você ama, querendo ou não.

Eu amo numa facilidade imprecionante, talvez pelo fato de ser uma pessoa sonhadora, que busca fazer das coisas as mais simples sempre. É algo engraçado... Eu andei mudando um pouco de atitude quanto a crises temperamentais fora de hora... e percebí como as coisas podem ser simples se agente quiser.

Você pode escolher ser amado, ou escolher amar. Por muitas vezes, eu escolhí amar, até conseguir manter o equilíbrio entre o sentimento sentido e o sentimento recebido.

Sobre saudade.

Não falo da saudade que sinto de alguém ter partido, de algo deixado pra tras. Falo da saudade premeditada. Logo, iremos esquecer de tudo, esquecer o mundo, e esquecer de viver. Logo, vamos esquecer da própria saudade, nos transformando em robôs, assim como nascemos pra ser.

Logo, nada mais vai importar pra ninguém... iremos morrer, faremos alguém sofrer, e a saudade será somente uma linha de raciocinio perdida quando ainda tinhamos algum tipo de sentido, algum tipo de coração pulsante batendo dentro de nós.




"Porque falam sobre coração e sentimento? Se algo vai mal, é nosso coração que dói, não nosso cérebro. "

Sobre gostos.

Ouço muitas críticas sobre "bah, que nojo você gosta dessa merda".
Bom, já disse que não estou aqui pra desabafar, coisa alguma.
Mas, eu percebo que fiz algumas coisas erradas ao longo desses tempos, como negar que gosto de algo somente pra não admitir chateações.Coisas que eu disse "poxa, eu gosto disso aqui, e tenho orgulho de gostar" foram por água abaixo. Fiquei meses sem ouvir uma banda que eu gosto muito, tenho uma tatuagem dela, somente por causa de implicancias. E, toda a vez que eu via a tatuagem eu ficava pensando "Cara, mas isso é errado".
Sabe aquele negócio de "pqp, são meus amigos... e não quero deixar meus amigos" e bla bla bla? Não sei se é porque isso não importa mais, ou simplesmente porque a individualidade bateu a minha porta. Somente sei que não quero mais ter que abaixar a cabeça e me curvar perante um trono em chamas.

Em 16 anos, aprendí pouquíssimas coisas das quais posso dizer que sinto orgulho de ter aprendido, de pessoas que sinto orgulho de ter conhecido, ou ainda de poder dizer que gosto de tudo o que fiz até hoje. Não, não confunda "não gostar das atitudes" com "me arrepender de ter feito" e também não chega ao ponto de "não me arrependo nporque aprendí"... somente não me arrependo.

Talvez, posso até ter aprendido algo com tudo isso, mas, não é um aprendizado válido.

Seria, talvez, idiota eu dizer que sou influenciável. Mas, sou idiota e influenciável. E as pessoas percebem isso tão rápido que me surpreende. Talvez venha comigo uma placa escrita na minha testa, ou somente eu seja bobinha demais... mas não quero isso pra mim. Não, não é uma das melhores fases da minha vida, mas tenho certeza que não será a pior. Então... é somente tentar relevar a situação, não negar mais gostos, e seguir em frente até eu perceber que mais algo está errado.

Sobre, talvez, mim.

Não sou a pessoa mais inteligente. Não sei escrever, não sou poeta. Não faço rimas bem feitas, não meço palavras pra que elas tomem uma beleza que ninguém consegue explicar. Não escrevo de modo pra que todos gostem, ou ainda sintam algo, sintam-se felizes ou tristes. Sentir-se alegre ou triste é um modo de explicar sentimentos dos quais eu mesma não consigo explicar. Escrever é algo engraçado, talvez a poesia esteja realmente nos olhos de quem vê.
Edgar Allan Poe disse em uma de suas frases: "Defino a poesia das palavras como a criação ritmica da beleza. Seu único juízo é o gosto". Gosto. Criação ritmica da beleza.
Penso eu, que sendo questão de gosto, e de uma criação ritmica da beleza, nós podemos sim decidir o que é a poesia ou o que não é. Ritmo nós fazemos.
Não quero ser a pessoa que vai mudar o mundo escrevendo. Muito menos, tentar algum tipo de respeito por palavras. Não sou de me impor, só quando observo necessidade.

Realmente, não sei me expressar com as palvras de forma ordenada, de forma complexa. Não posso escrever os sentimentos humanos tão bem quanto Shakespeare ou Lispector, mas saber ver a beleza desses versos é algo que todos deveriam aprender quando estão no primário.

Sensibilidade não é algo que aprendemos sentindo.

Quando menor...

... acho que nunca questionei de onde as coisas vinham, ou pra onde elas vão.
Nunca questionei do que eram feitos os sonhos, de onde vinham as flores,de como os problemas surgiam, ou... como as pessoas entravam e saiam da minha vida.
Lembro apenas de tentar tudo na mais simples tranquilidade. Ignorava tudo que não fosse realmente importante.

Não importa do que são feitos os sonhos, de onde vem as flores, de como os problemas começam a aparecer ou, como as pessoas aparecem e desaparecem na minha vida.... O que importa nos sonhos é a intensidade com que se sonha. O que importa nas flores, são suas formas, seus cheiros. O que importa nos problemas que surgem, são a forma com que eles podem ser resolvidos. E, nas pessoas, o que realmente importa, é a intensidade como ela sonha, como sente a forma e o cheiro das flores, e como enfrentam seus problemas.

O fato das pessoas desaparecerem ou não, é somente mais um fato, dentre tantos outros que enfrentamos. Fatos, ao contrário de teorias, não podem ser discutidos. Somente prefiro possuir teorias, ao invez de gastar meu tempo construindo fatos inventados e condenados por mim mesma. Fatos não são remediados. Teorias podem ser reescritas...

Por isso, quando alguem simplesmente desaparece da minha vida, construo uma teoria do porque. Muitas pessoas, com frequencia, desaparecem da minha vida... Porque? Bem... a minha teoria é de que são apenas fatos.

Esquecí, ainda, de comentar, que fatos passam mais rápido que teorias... Bom, fatos já estão construidos. Não precisam ser remodelados, e podem ser soltos ao vento como um balão. Teorias são como filhotes, da qual temos que faze-los crescer, para aí sim soltarmos.

Pessoas são compostas por várias teorias, e o que acaba estragando elas, são quando essas teorias se tornam fatos.

De princípio, sobre os Anti Heróis.

Alguém sabe a importancia dos anti-heróis pro mundo?
Aliás, vocês, meus caros amigos, devem saber o que são anti heróis. Aqueles, sim aqueles, que podem serem meio ruins, e até terem atos heróicos...

Melhor definição que encontrei:
"Anti-herói é o termo que se emprega para alguém que protagoniza atitudes referentes às do herói clássico, mas que realizam as façanhas por motivos muitas vezes egoístas, de vaidade ou de quaisquer gêneros que não sejam altruístas.
Não são necessariamente maus, às vezes, até praticam atos heróicos se isso lhes convém. Mas constumam seguir a filosofia de que “os fins justificam os meios”
São egoístas, egocentricos, excentricos e tudo isso... mas são fodas.

Super-Homem, Homem-Aranha, Batman... FODAM-SE TODOS ELES. Heróis são fracos, humanitários e bobões. Não que ser humanitário seja mal... não é bem isso... mas, enjoa. Eles são humanos porra, e são... bonzinhos D:

Meu negócio sempre foram os caras maus. Aqueles com cara de ruim, cicatrizes, máscaras, cabelos compridos... eles sim, tem uma personalidade legal, uma personalidade que valha a pena ser lida, ou ser vista.
Porque, alguém quer ter de herói um cara que pensa ser um morcego, ou ainda uma vitima de aranha radioativa? Bom, acho que pelo mesmo motivo do qual assisto meus animes para ver pessoas com super poderes e sonhar com elas... As vezes a realidade não nos deixa satisfeitos. Nem sempre, é divertido observar guerras, ou ainda assim ler notícias sobre o dólar abaixando, crises mundiais, e coisas assim.

Mas as vezes, esses heróis me deixam meio fula D: 
PQP, sentimentalismo barato, humanismo besta, moralismo duvidoso.

Eu prefiro os anti heróis, ou até mesmo vilões [por mais idiotas que alguns sejam], porque ao mesmo tempo que eles são egoístas, egocentricos, e excentricos, eles são muito mais humanos que qualquer outro super herói que perdeu os pais, perdeu a avó, ou perdeu o papagaio.

Não estou dizendo que obras de super heróis não são fodas, são sim... tem muitas essencia, MAS, acho alguns heróis sei lá, sentimentais demais '0'

E, enquanto vocês estão aí adorando o Homem Aranha, eu ainda prefiro o Coringa ou Rorschach.


HELL YEAH!